Antes de fazer terapia, eu achava que o objetivo seria “descobrir” traumas escondidos. Na verdade, o lance é mais aprender a ver as coisas como elas são, e ir diminuindo – não aumentando – os dramas.
Claro, para chegar até a descomplicação, às vezes precisa falar abertamente sobre algumas coisas um pouco mais pesadas, difíceis. E isso nem sempre é indolor. Mas depois que a gente começa, a sensação é de alívio.
Na terapia, a gente aprende a entender quais fatos da vida aconteceram por causa dos outros, e quais foram apenas resultado das nossas escolhas – inconscientes ou não. E já que foram escolhas, bom, podemos também aprender a fazer diferente da próxima vez.
Mudar o corte de cabelo, trocar o tipo de bar que você frequenta. Nada é bobo ou inútil, tudo fala sobre a gente e sobre as escolhas, sempre elas, que estamos fazendo no momento.
A gente não pode prever ou adivinhar o que os outros vão fazer, ou o que pensam sobre nós. Mas quando, através da terapia, a gente começa a se conhecer melhor, também fica um pouco mais fácil entender e aceitar que os outros são como são.
A nossa mente às vezes esquece que cada pessoa, e cada situação que vivemos, é diferente da anterior. E que por isso cada experiência pode ser diferente – e melhor.
Pode acontecer de sentir que a terapia “funcionou” da primeira sessão, mas às vezes demora semanas até a gente notar algum avanço. E um dos primeiros aprendizados é justamente entender que as mudanças acontecem devagarinho, e precisamos ter paciência com nós mesmos.
Por exemplo, a gente pode SABER conscientemente que tem muitas qualidades, mas se nenhum elogio nos convence, pode ser porque a baixa auto-estima não nos deixa SENTIR que isso é verdade. E é aí que a terapia entra e ajuda a desatar os nós.
É o famoso CAIR A FICHA. Não adianta ter ouvido ou lido aquilo antes, a gente precisa estar pronto, e a mudança vai vir de dentro para fora.
Por: Suzana Cristalli
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