Psicologia e Comportamento

Viva o seu amor próprio como se tivesse tido a chance de voltar no tempo

Mulheres, precisamos falar do amor próprio após o término de um relacionamento. Quando a gente se desprende de algum relacionamento, a gente começa a se sentir menos; começamos a nos prender naquela dor que está dentro, naquele lugar onde só pensamos em ficar quietas e chorar. É nesse lugar que paramos de viver nossas vidas, por causa alguém que, na maioria das vezes, nem se quer está pensando em nós.

Nesse momento, mulheres, devemos colocar nosso amor próprio em primeiro lugar. Precisamos nós olhar no espelho e perceber que somos ‘fodas’ e não nos menosprezarmos por um amor, que no fundo, é pequeno. Porque se fosse grande, não ficaríamos contentes com quaisquer migalhas que ele poderia nos dar.

Eu sei como você se sente quando tenta se encaixar nos lugares mais alegres, para tentar esconder a sua dor do mundo. Você sorri para todos ao seu redor, tentando mostrar que está bem, mas sabe que não está nada bem. Eu sei que você, ás vezes, começa a chorar do nada. É a dor de não estar vivendo o seu mais importante amor que está te consumindo. Você consegue resolver a vida de todo mundo, é ótima conselheira; mas quando se trata da sua própria vida, você não tem ideia do que fazer, não sabe sequer expressar o que está sentindo. E aí, o que você faz? Guarda tudo para si mesma. E o que acontece? Você se destrói emocional e fisicamente. Cada vez mais vai se afundando em tristeza e solidão. Do fundo do seu poço, você pede a Deus um conforto bem presente na angústia, uma luz para poder mostrar quando aquilo tudo vai acabar.

Às vezes estamos tão acostumadas a sofrer que não prestamos atenção em nenhuma alegria que possa acontecer no nosso cotidiano. Às vezes olhamos para alguém com um olhar de socorro, mostramos que precisamos de ajuda, mas ninguém percebe essa nossa dor que vem de dentro, vem da alma. Às vezes só queremos um colo, um cafuné e um ‘vai ficar tudo bem’. E desejamos que alguém entre lá no fundo, junto conosco e se levante conosco. Desejamos que alguém nos tire um sorriso sincero, sem que tenhamos que fingir que estamos felizes. Tudo isso é porque procuramos nos outros o amor e compreensão que nós mesmas somos capazes de nos oferecer.

A verdade é simples: não dependemos de relacionamentos para sermos felizes de verdade. Somos fortes, inteligentes, autônomas e podemos sim, sermos felizes com nós mesmas, em nossas conquistas diárias da prática do amor próprio, do autoconhecimento. O amor próprio vem de dentro. Ele está vibrando dentro de nós, pedindo para ser vivido. Se conheça, se ame, se namore, se deseje…

Tenha por você aquele amor que você jogou fora por alguém que não soube dar valor. Viva o seu amor próprio como tivesse tido a chance de voltar no tempo depois de um relacionamento ruim. Ah, mulher!, não viva em algo que não te faz bem, que te diminui, que faz você se sentir um fracasso. Não alimente sentimentos que não te trazem paz de espírito. Viva tua alegria, viva a TUA vida! Seja grata a si mesma por cada manhã que você levantar para ir conquistar a vitórias da TUA luta. Depois sente-se numa cadeira, tome sua bebida favorita e respire um ar puro. Viva intensamente tudo que você é capaz de ser.

Mas o amor próprio não é algo que descobrimos sozinhas. Precisamos de ajuda. Não passe por isso sozinha, não sofra sozinha, não se isole na dor, procure alguém que você se sinta segura para conversar, alguém em quem você possa confiar, e coloque tudo para fora. Você não está sozinha.

Texto de Katiele Oliveira, aspirante à psicóloga. Especialmente para o Portal Raízes

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As publicações do Portal Raízes são selecionadas com base no conhecimento empírico social e cientifico, e nos traços definidores da cultura e do comportamento psicossocial dos diferentes povos do mundo, especialmente os de língua portuguesa. Nossa missão é, acima de tudo, despertar o interesse e a reflexão sobre a fenomenologia social humana, bem como os seus conflitos interiores e exteriores. A marca Raízes Jornalismo Cultural foi fundada em maio de 2008 pelo jornalista Doracino Naves (17/01/1949 * 27/02/2017) e a romancista Clara Dawn.

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