Idosos são vacinados em estação de metrô em Brasília, durante o dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe de 2014 que começou na última terça-feira (22) vai até 9 de maio (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Com mais de 6 meses da pandemia do novo coronavírus, sem perspectiva de quando se dissipará o mal terrível que já contaminou mais de 26 milhões de pessoas em todo o mundo, e tirou a vida de mais de 800 mil, as vacinas são a única propostas de imunização contra a doença. Entretanto, muitas pessoas são contra vacinas. Outras são a favor. É claro que todas têm o direito de se vacinar ou não, assim como todas têm direito de opinar sobre o assunto, adotando posturas contrarias entre si. Contudo, a missão desde sempre, é aceitar e conviver em harmonia uns com outros independentemente de suas crenças.
Uma nova pesquisa conduzida pela Ipsos para o Fórum Econômico Mundial mostrou que cerca de nove, em cada dez brasileiros (88%) se vacinariam contra a covid-19, caso a vacina já estivesse disponível para a população. A pesquisa, intitulada “Global Attitudes on a Covid-19 Vaccine”, foi realizada entre 24 de julho e 7 de agosto, em 27 países, entre eles Brasil, Estados Unidos, Canadá e Turquia.
Para o estudo foram entrevistadas 19.519 pessoas, com idade entre 16 a 74 anos. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. No Brasil, 51% dos entrevistados acredita que haverá uma vacina até o final desse ano. Já os chineses estão bem mais otimistas: 87% acreditam que ela estará disponível ainda em 2020, seguida da Arábia Saudita e Índia com 75 e 74%, respectivamente. Considerando todas as nações, a média é de 41%.
A resistência à vacinação por uma parte da população é uma preocupação do Ministério da Saúde. A difusão de informações falsas e sem baseamento científico contribuem para a decisão de não vacinar. Assim, a pesquisa também mostrou os que não tomariam a vacina, que representam um total de 26% dos entrevistados. Entre os motivos alegados estão:
Segundo informações do Ministério da Saúde: no início do século XX, as doenças imunopreveníveis como poliomielite e varíola eram endêmicas no Brasil, causando elevado número de casos e mortes em todo o país. As ações de vacinação e, especialmente o trabalho desenvolvido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) nos seus 46 anos de existência, foram responsáveis por mudar o perfil epidemiológico das doenças imunopreveníveis no país.
O sucesso das ações de imunização – que teve como resultado a eliminação da poliomielite, do sarampo, da rubéola e síndrome da rubéola congênita – tem causado em parte da população, e até mesmo em alguns profissionais de saúde, a falsa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar. No Brasil, ainda há um desconhecimento individual sobre a importância e benefícios das vacinas. Em muitos casos, pais e responsáveis não vêm mais algumas doenças como um risco, como foi o caso do sarampo. Porém, os mais de 4,5 mil casos da doença registrados em 19 estados, nos últimos 90 dias, mostram que se não mantivermos altas coberturas vacinais, doenças já eliminadas voltarão a fazer vítimas no país.
Além de manter hábitos de vida saudáveis, a melhor maneira de evitar doenças infecciosas é se vacinando contra elas. A vacinação evita que os vírus de doenças graves circulem pelo país. Além disso, as vacinas evitam sequelas causadas por essas doenças, como surdez, cegueira, paralisia, problemas neurológicos e até a morte. As vacinas servem para estimular o sistema imunológico. Ao serem aplicadas, elas introduzem vírus ou bactérias inativas no organismo e fazem com que o sistema imunológico reconheça agentes que causam doenças produzindo anticorpos que evitam as doenças causadas por esses microrganismos.
Foto de capa meramente ilustrativa.
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